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16 de agosto de 2013

Quando a fadiga atinge os lábios e embocadura

Muitas vezes, quando estamos com fadiga nos lábios ou embocadura, procuramos vários motivos para explicar o porquê não estamos tocando bem. Claro, devemos ter certeza de que o problema é este, nos certificando que não é outra coisa que está causando o problema. A fadiga pode fazer com que tudo veja abaixo: ritmo, precisão, timbre e som dom instrumento, e até a criatividade (no caso de solos, improvisos).
Isso não é um passe livre para deixar os estudos completamente de lado, mas apenas um alerta para que seja evitado um dano ainda maior. O primeiro passo é reconhecer que você (seus lábios) precisa de um descanso. Lembre-se que os músculos, inclusive os faciais, necessitam de 48 a 72 horas para se recuperar completamente da fadiga, e pode variar de acordo com a pessoa e a gravidade da situação. Nestes casos, é altamente recomendável ficar um dia completamente afastado do trompete, e então, ao retornar, fazer um aquecimento leve e sem pressa, e deixar as músicas e estudos pesados de lado. A prática musical não é apenas tocar o instrumento, e você pode exercitar a digitação (sem tocar), simulando tocar em primeira leitura, ou transpondo a música ou exercício. Exercitar a escuta também pode ser muito interessante, através da escuta ativa.

E você, o que faz quando percebe que seus lábios já estão sobrecarregados? Como você lida com isso e como tem certeza que é essa a causa de seus problemas?

27 de fevereiro de 2013

Estude de maneira inteligente

Ao estudar trompete, devemos aplicar a seguinte ideia: 'trabalhe de maneira inteligente, e não pesada'. Com o tempo limitado que muitas vezes dispomos, devemos utilizá-lo da melhor maneira possível, ou seja, da maneira mais inteligente possível.
Ao invés de estudar uma hora de escalas, uma hora de flexibilidade, uma hora de registros extremos (graves e agudos), uma hora de música clássica, uma hora de jazz, por que não tentar mesclar os exercícios, os estudos, para em uma hora cobrir mais de um fundamento de que necessitamos?
É algo muito simples, e que auxilia bastante. Um exemplo: quando estiver fazendo um exercício clássico como o Clarke Studies, por que não aproveitar e transforma-lo em algo além do que está escrito?
Você pode toca-lo uma vez como está escrito, e na segunda vez, tocar como sendo dominante. Você altera o 7o grau da escala até o fim do exercício (meio tom abaixo). Não é horrivelmente difícil, mas é o suficiente para fazer você pensar no que está tocando, e ver o exercício de uma maneira diferente, especialmente em tons mais difíceis. Você também pode tocar deixando a batida forte no 2 e 4, ou 1 e 3.

26 de fevereiro de 2013

Ouvindo ativamente

Como músicos, devemos desenvolver a habilidade de ouvir música de uma forma diferente do que uma pessoa que não estuda música. Devemos ouvir as inflexões, fraseados, uso e dinâmica, escolha da nota no acorde, entre outros. São os pequenos detalhes que dão a um artista sua voz única. Por exemplo, é possível perceber quando é uma gravação de Miles Davis ou Dizzy Gillespie.
Ambos são pioneiros no jazz, mas cada um possui a sua própria abordagem. Miles uma vez disse: leva um longo tempo até começar a soar como você mesmo. E ele está certo. Pense em como aprendemos a falar. No começo, aprendemos através de nossos pais, irmãos e irmãs, avós. Eles nos ensinaram tanto de forma ativa, como de forma subconsciente, como expressar as coisas. Colocar palavras juntas e criar sentenças que possuam um sentido, e expressem necessidades, desejos.
Música não é diferente. É apenas uma outra forma de comunicação que devemos absorver, através da escuta (ativa), da transcrição, e das tentativas de entrar na cabeça de um intérprete. Isto vale para todos os instrumentos e estilos musicais. Não apenas trompete e jazz.
Tire algum tempo para escutar (de forma ativa) as características de algum músico. O que esta pessoa faz que torna possível reconhecê-la após ter ouvido?

19 de dezembro de 2012

A eterna busca pelos agudos. Caminho correto?

Nós trompetistas, principalmente da música comercial, do jazz, vivemos correndo atrás de tocar agudos. Quando conheço algum trompetista, uma das primeiras coisas que me perguntam é até que nota eu alcanço. Uma vez, viram eu com o bocal do Maynard Ferguson (Jet Tone, MF Personal, década de 70~80. O mais raso que já vi até hoje), e perguntaram: "Até que nota você alcança com ESSE bocal?". Bem, claro que o bocal raso ajuda (e muito), mas, da mesma forma, não é qualquer um que consegue tocar BONITO com aquele bocal. E muito menos tocar notas na região grave, mantendo a musicalidade. Este, pode ser um tema para muuuuitos posts, então, hoje, farei uma 'introdução' apenas.

É claro que, quando ouvidos os agudos incríveis de Maynard, Bill Chase, Cat Anderson, Doc Severinsen e companhia, queremos tocar aquilo. É difícil, chama a atenção, arranca aplausos, e inveja dos outros. Pela natureza de nosso instrumento, somos compelidos a ir por um caminho assim. Como postado neste blog: http://www.thetrumpetblog.com/are-trumpet-players-born-that-way-or-do-they-grow-into-it/ , o trompete não é um instrumento que se possa se esconder. QUALQUER coisa que você faça, aparece, então, por que não tomar a frente, e ser o centro das atenções de vez? Bem, isso é um pouco mais complicado.

Quando falamos em Cat Anderson, Maynard Ferguson, Doc Severinsen, sempre nos lembramos dos agudos que eles tocavam, mas, apenas agudos não resolvem. Você deve ser um bom trompetista, e, principalmente, um bom músico.

O próprio Maynard já dizia (como citado em outro post), que devemos ir para agudo, transpondo aos poucos uma música que tocamos, mantendo a mesma musicalidade.

Aí é que está a chave: mantendo a mesma musicalidade. Ao ouvirmos o Maynard ou o Arturo tocando Maria, vemos que, ao entrar na segunda frase (variação oitavada da primeira), a musicalidade se mantém. A beleza se mantém. E é sobre isso que a música é: Musicalidade, beleza, mensagem, 'espírito', e não notas e oitavas. Então, antes de pensar em que nota você alcança, pense: que notas você toca bem? Que notas você realmente precisa tocar durante uma determinada música?

20 de abril de 2011

A yoga, o bem estar corporal, e o trompete

Bem, como todos vocês sabem, para tocar, precisamos de:

  1. Ar vindo dos pulmões, para que se gere o som;
  2. Lábios e musculatura ao seu redor na tensão/relaxamento e vibração corretos, para que toquemos a nota desejada;
  3. Língua e maxilares na posição correta, para que o ar passe na pressão e velocidade correta;
  4. Mandíbula e maxilares na posição correta, para que a embocadura que usamos (não há embocadura definitiva) funcione;
  5. Garganta e palato-mole (céu da boca) 'abertos', para que possamos obter um som 'grande'.
E isso é apenas o começo. Como já comentado em um post anterior, até os pés devem estar em uma posição correta. Os braços, utilizados para sustentar o trompete, não podem ficar tensos, ou afetarão os ombros, que afetarão pescoço/garganta e pulmões, e até mesmo os dedos, que utilizamos para a digitação das notas. Uma má postura da coluna, também influenciará a eficiência do ar que usamos, diminuindo a qualidade do som, o alcance, resistência, ressonância, entre outras coisas.

Ao tocar, devemos estar com os músculos relaxados, para que o ar flua de forma eficiente, para que o corpo não se canse. Tensão e má postura, em qualquer parte do corpo afetará o resultado final: nossa música.

Iniciei a pouco tampo, a prática de yoga, regularmente. Já fazia ano passado, mas era apenas uma vez por semana, e nem toda semana eu tinha a oportunidade. Agora, estou matriculado efetivamente em uma escola de yoga, e faço duas vezes por semana, e mais uma seção de meditação por semana. E notei grandes resultados.

Para os que não conhecem, a yoga é um trabalho corporal e mental, no qual cuidamos do corpo e mente, para que possamos realizar a meditação. Durante uma prática de yoga (neste caso, a Hatha Yoga, recomendada por Maynard Ferguson), trabalha-se a respiração (abdominal, intercostal, e pulmonar), alongamento, fortalecimento muscular, e a capacidade de relaxar o corpo, e a mente.

Com isso, o músico ganha uma melhor postura, melhor respiração, musculatura mais relaxada e fortalecida, e mente mais focada. Ou seja, basicamente tudo o que necessitamos (além é claro, do conhecimento teorico, estudo do instrumento, e musicalidade) para tocar o trompete (ou qualquer outro instrumento).

Com menos de um mês de aula, minha sonoridade melhorou, e muito. O som ficou mais cheio, mais vivo. O alcance também aumentou, e, por agora estar utilizando a respiração e o ar de maneira eficiente, e estar tocando de forma relaxada, minha resistência (que SEMPRE foi o meu problema, desde que comecei a tocar, a uns 13, 14 anos atrás) também melhorou de forma significativa.

Então, fica aí a dica. Façam Yoga (seja ela qual for, mas a Hatha é beeem eficiente. Não vou muito com a cara da Swasthya, mas também irá fazer bem), ou RPG, pilates. Com certeza será muito benéfico.

7 de abril de 2010

Sobre a respiração

Uma reflexão sobre a questão da respiração. Dessa vez escrita por mim.

15 de março de 2010

Sobre resistência

Clint 'Pops' McLaughlin falando sobre resistência:

Resistência é sobre força, técnica e esforço DESPERDIÇADO.
Prática e o exercício do lápis vão te dar muita força.
Mas, embocadura ou técnica ineficiente pode desperdiçar tanta força, que nós simplesmente não podemos suportar.
Tensão facial excessiva é um problema normal em instrumentistas talentosos/rígidos.

(Trompetistas avançados não tem uma embocadura aberta e excesso de pressão do bocal que trompetistas mais jovens possuem. Então, quando olhamos para trompetistas mais avançados, nós olhamos para outras coisas que possam contribuir nas questões sobre resistência)

Toda ação que fazemos para tocar mais agudo nos cansa, e se é feito um pouco a mais que o mínimo, vai tirar um pouco de nossa resistência.

10% de muita torção labial, 10% muita compressão, 10% muitas tensão, e estaremos lutando contra o instrumento, e a resistência irá ser atingida.

1 de março de 2010

Transposição de melodias

Bem, eu tinha prometido colocar alguns exercícios de transposição de melodias, para complementar o que foi dito no post anterior. Infelizmente, tinha mais alguns, os quais não localizei, mas, isto deve ajudar bastante (os outros exercícios tinham as melodias escritas em vários tons, e não apenas indicando para onde transpôr). De qualquer form, fica aí o material:
http://linkbee.com/TranspStudies

E não esqueçam, vão subindo, mas não percam a expressão e musicalidade (afinal, quando oitavamos uma música, ou apenas subimos o tom, normalmente se espera que seja a parte onde todo mundo fica de boca aberta e queixo caído, não?).

26 de fevereiro de 2010

Quer tocar agudos? Como não perder o seu apoio.

Artigo escrito por, ninguém menos que ele, Maynard Ferguson, para a revista DownBeat, na edição Julho/93.

Parece que todos os trompetistas iniciantes, assim que conseguem tirar algum som, possuem a irresistível urgência em ver o quão agudo conseguem tocar. Quando você aplica o registro mais alto no improviso do jazz, o objetivo é que não se perca nada de sua articulação. O som, ataque e a "soltura" são muito diferentes se você é predominantemente um 1º trompetista/lead, em uma situação físicamente exigente. É difícil pra um lead de grade poder para tornar-se um grande jazzista, mas alguns o fazem.

22 de fevereiro de 2010

Sua opinião sobre você mesmo

Um texto muito interessante feito pelo Keith Fiala, sobre dar muita importância a críticas destrutivas e a opinião dos outros.

18 de fevereiro de 2010

Teste de Pressão / Indicador de vibração labial

Um pequeno teste para saber como é a sua vibração labial (superior, inferior, ou ambas), além de uma reflexão sobre pressão do bocal. Continuação da tradução da página sobre bocais, do Roddy.

17 de fevereiro de 2010

Bocais – Parte 2

Continuando o tema de bocais (também fiz upload de um documento sobre bocais, e a troca deles, elaborado pelo keith fiala, basta fazer o download AQUI. Ele será traduzido em algum momento, mas vocês já podem ir se adiantando.)

11 de fevereiro de 2010

Sobre naipes de trompetes (e tocar agudo, alto e longo)

Abaixo, a tradução de uma das perguntas do Q&A do Carl Saunders que eu traduzi a algum tempo atrás, e que é muito importante para nos fazer pensar um pouco.

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